escrevo
palavras podem ser consteladas como estrelas. escrevo entre roteiros, ensaios, literatura, rituais e códigos, compondo mapas provisórios para navegar imagens, memórias e ideias. minhas narrativas transitam entre ficção, pesquisa e fabulação crítica. a escrita é uma prática de relação: um modo de aproximar fragmentos e fazer emergir novos sentidos.
contar histórias contém um pouco de magia em seu processo, assim como a magia é uma forma de contar histórias. palavras são como feitiços. o que me convida tanto à magia quanto aos processos artísticos é a possibilidade de olhar para dentro ou olhar para o que nos cerca e enxergar o que já existiu, o que existe, o que poderia existir. criar histórias é olhar para cima, ter o céu como limite, constelar as palavras como estrelas e ler um mundo imaginado nessa via láctea de possibilidades. colocado assim, não soa como um feitiço? um trabalho um pouco mágico? a capacidade de contar histórias é inerente aos seres humanos. gosto de pensar que isso significa que temos uma capacidade para a magia. não é porque não podemos vê-la que ela não existe.
